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Ser careca e visitas

15.01.2016

foto de Fernando Rodrigues

Nildo, Mia, eu e Fabiana 

 

Tenho recebido muitas e deliciosas visitas. As pessoas da família estão vindo mais me ver, amigos próximos estão sempre presentes, amigos que não via há algum tempo estão aproveitando para colocar o papo em dia e matar as saudades. Uma curtição. Sem pieguices, é como se eu estivesse sempre num abraço amoroso e protetor, daqueles que nos deixam com o coração quentinho, sabe como? É assim que eu me sinto. Pena não ter registrado as tantas outras visitas que já recebi!

Bom, agora vou tentar explicar como é ter a cabeça raspada...

Homem careca é algo muito comum. Agora, uma mulher careca, chama atenção.

Em meu primeiro dia sem os cabelos, tentei usar o lenço. Meu filho disse que me achava mais bonita careca... não acreditei muito, mas o calor e a falta de hábito me fizeram tirar o lenço. A Dudinha, com a sinceridade dos seus quase quatro anos, olhou bem pra mim e disse: você tirou a touca? vai ficar careca? Eu ri, não tinha como não achar divertido a estranheza que meu novo Look causava na criança. 

No dia seguinte, fui levar meu cachorrinho para passear (Buddy é o nome dele - qualquer dia conto como entrou na minha vida e tem sido uma grande alegria), mas fui com o lenço e as argolas nas orelhas ( agora inseparáveis). Era cedo, o dia ainda estava fresco, então foi bem agradável.

Mas, com o passar das horas, o calor foi aumentando e preferi ficar só com as argolas, mesmo. Fui ao supermercado exibindo minha cabeça raspada. Algumas pessoas olharam surpresas. Sorri para todas!!! Como tenho tatuagens, acho que elas pensavam que era algum tipo de ousadia! 

Depois disso, saí sem lenço várias vezes. Um dia, acordei me sentindo feia e com uma certa saudades dos meus cabelos, contei pra Edi que me consolou. E não é que, menos de uma hora depois, até levei uma cantada!  Foi cantada de um peixeiro muito do feio, é verdade!! Mas foi uma cantada, vai?! 

Foi engraçadíssimo! Contei em casa e fui motivo de piada o dia todo!

Os cabelinhos estão crescendo. Não os vejo cair, se é que começaram a cair. E, se eles continuarem crescendo, terei de raspar novamente. Escrevo isso sem qualquer traço de tristeza. Percebi que os cabelos não eram tão importantes para o meu dia a dia. No fundo, comecei a curtir tudo isso.

Ontem, quarta-feira, eu e os meninos nos despedimos da Edi, da Fer e das crianças e voltamos pra casa. Viajei sem lenço, numa boa. Ah, sim, estava com minhas argolas! Acho que argolas combinam muito mais com a falta de cabelos do que outros brincos.

Tenho usado lenço quando dá vontade.

Ontem, recebi a visita do Fer Rodrigues e da Fabi.  Coloquei o lenço para não chocar os amigos logo de cara, mas ao longo das conversa tirei e foi uma festa, uma brincadeira gostosa.  Assim tenho levado tudo isso, no bom humor porque, cada vez mais me convenço que, rir na cara da crise pode ser um ótimo remédio.

 foto do Nildo Prado

 Eu e Fernando

 

 

 

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