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O que a morte de Domingos Montagner pode ensinar!

24.10.2016

Hoje posto um texto do dia 16 de setembro que fez muito sucesso no meu perfil do facebook! E que algumas pessoas pediram que eu colocasse aqui.

 


Acordei pela segunda vez, nesta madrugada pensando nisso. Achei que deveria compartilhar com vocês!
Tenho convivido com pessoas que sentem a morte passar por perto. Em alguns casos, a morte levou algumas das pessoas que cruzaram meu caminho, nos últimos meses.

Mas, o que mais percebo é o medo que ela nos causa. A paralisia que ela provoca. 
Talvez porque jamais aprendemos a lidar com esse assunto, em nossa jovem sociedade ocidental. É quase um tabu.

Por isso, quando enfrentamos uma doença grave, como o câncer por exemplo, é como estivéssemos em aviso prévio... de morte. 

Vejo que, para muitos, é a tristeza quem dita os dias dali pra frente. Sentimento que contamina, inclusive, famílias inteiras.

No entanto, deveríamos sim, passar a viver com uma alegria ainda maior. Afinal, se o fim está próximo, por que não aproveitarmos cada momento, por que não aprender a extrair da vida o melhor?!
Por que não "sorrir mais, amar mais"...
Como dizem os versos?!

Domingos Montagner não tinha ideia de que a vida dele terminaria hoje, num mergulho.
Ele não recebeu aviso prévio, não teve a chance de beijar os filhos como se fosse a última vez, não teve a chance de reencontrar pessoas a quem não via há muito tempo, de dizer "eu te amo" para quem ele gostaria, pela última vez!

E nós? Nós pacientes de câncer, diabetes, síndromes variadas...
Nós todos, não só os portadores de enfermidades graves. 
Será que sabemos usufruir do tempo que temos aqui? Será que vamos aprender - com os exemplos de tantos Domingos Montagner que já conhecemos ou soubemos - a valorizar cada minuto, até aqueles que não nos agradam tanto assim? 
Afinal, estamos vivos!!! Temos chances de conquistar qualquer coisa!
Em quimioterapia, na cama, no trabalho desgastante, na escola aborrecida... Mas, estamos VIVOS!

Não importa quantos dias ainda temos. Importa o quanto vamos VIVER de verdade cada minuto que nos resta. Se a morte é uma certeza, então vamos aproveitar, vamos agradecer e viver com sabedoria o tempo que ainda nos sobra.
Independentemente de diagnósticos, previsões ou seja lá o que tire de você, de mim, da gente...a esperança e o amor pela VIDA!

Então, eu espero que a morte no Rio São Francisco nos faça dar muito mais valor às pessoas e à vida que ainda temos e que pode durar minutos, dias ou décadas! 

Foto Juliana Mundim look Vanda Ferreira

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