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A sombra da depressão e o câncer

01.05.2017

foto Bruna Mendes 

Há tempos venho me ensaiando para escrever sobre isso. Mas, essa semana, a depressão foi o tema de  mensagens que eu e outras pacientes trocamos no grupo Laços do Peito, do WhatsApp. E  é importantíssimo que se saiba: a depressão é inimiga da luta contra o câncer.

 

Minha oncologista, Debora Gagliato, me enviou um artigo publicado pelo MD Anderson Câncer Center, nos Estados Unidos, em outubro de 2013, que começa assim:

"Depressão é uma doença grave que tem grande impacto sobre a qualidade de vida de um indivíduo".

E segue relatando que estudos indicam que a saúde mental e o bem-estar social podem afetar o sucesso do tratamento. Ou seja, combater a depressão pode significar o sucesso do tratamento contra o câncer e provavelmente sobre outras doenças também.

 

Agora, como saber se a pessoa está passando por um momento normal de tristeza ou se é depressão?

Ainda de acordo com o artigo escrito por Emily Weaver, quando alguns sintomas perduram mais de duas semanas deve-se buscar ajuda. Os sintomas descritos são os seguintes:

 

- sentimento de tristeza durante a maior parte do tempo;

- perda do prazer e interesse por atividades que costumavam ser agradáveis, divertidas;

- mudanças nos hábitos alimentares e de sono;

- nervosismo;

- cansaço inexplicável;

- baixa auto-estima;

- sentimento de culpa sem motivo;

- diminuição da capacidade de concentração 

- pensamentos recorrentes na morte ou em suicídio.

 

Eu ousaria dizer, que nem sempre o pensamento de morte ou suicídio está incluído neste processo.

Acho que nunca falei disso aqui, mas eu também luto contra a depressão. Você pode pensar, como assim, Vanusa? Sim, porque - em geral - estou animada e feliz. Mas isso só é possível porque já fiz muita terapia, faço medicação, pratico meditação,   conheço muito bem os sintomas e a mim mesma e sei quando ela está me rondando.

 

Já contei aqui que, durante o tratamento percebi o momento em que eu comecei a deprimir. Afinal, somos humanos e não é fácil encarar a transformação, as reações ao tratamento e ainda, manter o bom astral ( que é essencial, escrevi sobre isso muitas vezes aqui).

Porém, não permitir que isso ocorra depende muito de nós, é verdade.

No meu caso, bati um papo comigo mesma e  ácordei pra vida"! rssss

 

Perceber os sinais é importantíssimo! E tanto a família quanto os médicos também podem ajudar nesse sentido.

Caso você identifique que um paciente ou um familiar está apresentando os sintomas acima, ofereça amor e atenção e incentive o tratamento. Vá a uma consulta com ele, alerte o médico. Ajude a pessoa a seguir o tratamento.

 

A psicoterapia, a medicação adequada, exercícios físicos e rotina a seguir, são alguns dos conselhos dados no artigo do MD Anderson. Especificamente para o paciente, ele sugerem que  procure se organizar para incluir o tratamento contra a depressão em sua vida e, assim, enfrentar melhor e de maneira mais leve o tratamento contra o câncer.

 

 

OBS: cada vez que a depressão tenta me abater, eu luto ferozmente contra ela, como fiz com o câncer. Tá, não é fácil, não! mas eu não me entrego. Mostre, você também, que é maior e mais forte que essas duas doenças. Doenças que não podem caminhar juntas!

 

 

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