A gente enverga mas não quebra!





Alguém escreveu aqui nos comentários essa expressão e achei perfeita. Fiquei um mês sem escrever para o blog. Acho que, porque sabia que precisava tocar no assunto de hoje. No fundo, estava evitando essa exposição.

Mas, uma mensagem da Poliana - leitora querida e parceira do Varal de Lenços - me fez decidir escrever. Sobre qualquer coisa, rssss!

Além disso, mensagens de mulheres, em situações bem mais sérias do que a minha, me fizeram dividir essa história aqui.


Este ano, tem sido um ano de muitas mudanças. Mudanças interiores, principalmente. De repente, percebi o quanto mudei e o quanto minha vida mudou nos últimos anos. E o incrível é que mudamos para melhor! E vai mudar mais, eu sei disso.

No entanto, uma sensação de inércia começou a tomar conta de mim...

Lutei bravamente contra a depressão, decidi voltar a estudar e a trabalhar (por conta própria), fazendo o que me dá alegria.

Aceitei participar de uma campanha ( pra mim muito ousada, rssss! mas isto ainda é segredo) e continuo empenhada em tornar a vida de pacientes com câncer mais leve.


Escrevi aqui sobre a depressão, mas não deixei claro que estava passando por ela. Minha história com esse fantasma é antiga. Minha primeira crise foi nos anos 90, quando ainda era solteira.

Sou teimosa e alegre por natureza, nunca me entreguei. Fiz muita terapia nessa vida, viu?! Mas também cometi o erro de não aceitar medicação por mais de uma década. Preconceito que nasceu a partir do que se falava dessa doença quando eu era criança e adolescente. Na época, nem se considerava doença. Diziam que era preguiça, falta de palmadas ou, em casos mais extremos, era loucura mesmo! Quem tem mais de uns 30 anos, deve entender o que estou tentando explicar.

Bem, todos os dias eu acordava ( neste ano) tentando descobrir por que me sentia tão desanimada. Por que sofria pra sair da cama e por que meu quarto e, justamente, a minha cama, eram os melhores lugares pra mim.

Meses se passaram, poucas pessoas sabiam o que acontecia comigo, até que desisti de buscar os por quês e comecei a me concentrar em como sair de tudo aquilo.

Pedi que meu filho, antes de ir pra escola, me desse o antidepressivo. Acho que esta foi a primeira e acertada atitude para vencer a situação.

Como pensava em voltar a estudar, acabei me inscrevendo em vários cursos e palestras on line. Foi aí que encontrei um MBA em Mídias Digitais com ênfase em Neuromarketing ( optei pelo modelo presencial).

Em abril, surgiu a oportunidade de escrever para um livro de contos. Uma produção coletiva, onde serei apenas uma de muitos autores. E também, a oportunidade de alugar uma sala e montar meu próprio escritório de comunicação.

A comunicação, inclusive, é minha grande paixão! E eu me encontrei nas mídias digitais que tem um espaço enorme para outra paixão, o video! E a oportunidade de falar de saúde, entre outros assuntos.


Não foi fácil sair de casa. No início, eu quase não aparecia lá no escritório...

Mas, as aulas do MBA, as aulas de orientação literária ( para fazer um conto bacana) e a necessidade de ocupar o espaço pelo qual eu estava pagando, foram me fazendo sair daquele buraco escuro, pra onde a depressão nos empurra.

Provavelmente, as pessoas que lerem este relato vão pensar: "Nossa, a Vanusa tá exagerando. Ela não parecia deprimida!!"

Mas, creiam... eu estava! kkkkkk

Cheguei a pensar que e depressão seria mais difícil de vencer do que o câncer.


Meu objetivo aqui é mostrar para as pessoas que estão passando por isso que, cultivar pensamentos positivos - com persistência, como se faz com as plantas mais difíceis - criar objetivos quando eles parecem não mais existir e querer dar o primeiro passo, podem fazer a diferença para melhorar nossas vidas. E isso vale tanto para o câncer quanto para a depressão! e, provavelmente, para outras doenças do corpo ou da alma!


Poliana, obrigada por me incentivar a escrever. Rhannay, Jacqueline, e tantas outras mulheres que entraram em contato comigo nestas últimas semanas dividindo suas histórias, Obrigada!

Vocês me fazem caminhar, mostram que há muito a ser feito e que estou no caminho certo!


foto desse post: Bruna Mendes


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