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A Casa de Maria e o evento dos Anjos sem Asas.

Preparem-se porque hoje teremos muitas emoções aqui no blog. Já aviso que os temas do título não estão no começo do post, ok?

Os assuntos estão acumulados por minha ausência neste espaço!!! MAS, LEIAM ATÉ O FIM, vai valer a pena!!

 

Semana passada não postei nada porque meu computador tinha ido pra manutenção! E o pior... não resolveram o problema. Mas me presentearam com uma tela nova. Porém, se o computador parar de funcionar... de que adianta tela nova?

 

Este foi o mesmo raciocínio  que motivou uma moça a pedir que a mãe usasse o dinheiro, que seria para a compra de uma prótese (arrecadado numa vaquinha por amigas de escola), para a realização de um exame. Li a reportagem na página da Banda B, e de coração apertado, assisti a mesma história contada em vários telejornais e  de mais de uma emissora. A menina, que faz tratamento no HC, e que já teve uma perna amputada, recebeu a notícia de que estava com novos pontos de câncer na coluna e precisava investigar se ele havia atingido outras partes do corpo.

Aos 17 anos, vivendo esse drama, ficou sabendo que o exame não poderia ser feito no HC do Paraná, porque o equipamento está quebrado. Disse para a mãe que deveria usar o dinheiro ( aquele da vaquinha), pois - caso contrário - ela não teria sequer a chance de usar a prótese!

A única coisa boa dessa história, da Ketleen Cavalli, é que ela ganhou o exame  ( a clínica decidiu devolver o dinheiro para a mãe) e o hospital anunciou o conserto da máquina. Fico imaginando quantas Ketleens temos pelo Brasil à fora...

 

 A situação do hospital vem sendo mostrada pela imprensa faz algum tempo. Primeiro uma enfermeira denunciou a falta de agulhas, depois uma mãe falou da falta de agulhas e de catéteres para quimioterapia. Outros dia, conversando com alguma pessoas, soube que meu professor de literatura teve de comprar alimentação parenteral para a mãe, que esteve internada lá, porque no hospital não havia esse tipo de alimento. Fui buscar mais informações e li uma reportagem que falava da falta de papel higiênico!! fiquei horrorizada!

 

Conversando com amigos, soube ainda que médicos estão deixando o hospital por falta de condições de trabalho.

Qual será o futuro deste hospital? quem pode salvar essa instituição e, consequentemente, salvar as vidas que dependem dela?

Essa situação me fez sofrer, de verdade. Todos sabem do carinho que tenho pelo HC e por muitos dos profissionais que atuam lá!

 

Aí, me chega um pedido assim, na sexta-feira:

 

  "Vanusa, você me ajuda a divulgar?".

A mensagem era da Rhannay, de 18 anos, que mora em Cascavel, aqui no Paraná. Mantenho contato com ela faz alguns meses.

Fomos "apresentadas" pelo WhatsApp (coisa moderna, mas capaz de criar ligações eternas como é meu caso com a Ju Mundim, por exemplo), por intermédio de um amigo. Ele, que mora em São Paulo e que já venceu um linfoma ( Lucas Lopes), me pediu para tentar ajudá-la no que fosse possível.

Ao longo desse tempo, ri com ela em conversas divertidas de adolescentes... e chorei ao saber que ela também teria de amputar a perna. Agradeci por me contar isso, num momento difícil pra mim. Pois, pude ver que problemas muito maiores do que os meus existem por aí... 

Depois, fiquei muito feliz ao saber que um médico de Curitiba iria retirar a lesão causada pelo câncer (não sei se é exatamente isso, mas foi o que pude entender), sem a amputação!

O problema: essa cirurgia só existe no sistema privado!

E, somando todas as despesas, para evitar que a perna seja amputada, a Rhannay precisa reunir  R$78.000,00.

Vejam o orçamento aí ao lado!

Cada contato da nossa garota, começou a compartilhar o caso. E aí, a rede de solidariedade passou a funcionar. Ela com os contatos dela, os contatos dela com os contatos deles ( incluindo a mim e os meus). Mas, é muito dinheiro para a família que não tem nem plano de saúde. Ou seja, toda contribuição, de qualquer valor será bem-vinda. Estou aqui torcendo por essa minha jovem amiga! Alguns amigos já me informaram que contribuíram. A, Cláudia Basso Vestidos, ofereceu um vestido para uma rifa ou sorteio; várias pessoas fizeram contato perguntando o que seria um mínimo pra depositar. Neste caso, eu repondo, de R$20,00 em R$20,00... de R$50, em R$50,00... a gente vai chegar ao valor total. A única ressalva é o tempo. Temos que ser rápidos!  Se vc quiser ajudar, anote aí os dados:

Conta para depósito
Banco do Brasil
Conta: 34500-8
Agência: 3508.4
Cpf: 017.401.779-08
Roseli Aparecida Vicentini ( mãe dela)

 

Pra fechar, uma linda história de como tudo isso pode funcionar quando existe dedicação e boa gestão.

Faz algum tempo, uma amiga que mora em Santa Catarina me contou que aqui, na minha cidade, Curitiba, funcionava uma casa de acolhida a pacientes com câncer e familiares, chamada Casa de Maria. Pensei, preciso muito conhecer!

O saber da casa coincidiu com o convite para ser mestre de cerimônias num desfile de mulheres com câncer, promovido pelo projeto Anjos sem Asas. Esse projeto foi idealizado pela Liz Tratz e hoje é coordenado por ela, pela Rosangela Capri e pela Cristina Sotto Maior. 

 

 

 

(fotos do evento: Silvia Roman)

 

 Sugeri que fosse pedido, junto com a entrada, um quilo de alimento não perecível, em favor dessa casa - mantida por doações e pela dedicação do casal, Daniel e Teresinha Godri, com a ajuda de voluntários.

Bem, o evento foi lindo. No fim do post deixo as fotos pra vocês darem uma olhada. Histórias emocionantes foram contadas. Teve também uma peça de Teatro que eu, da coxia, ficava escutando risadas e com vontade de assistir da plateia! rsss

 

Ah, o evento contou com a participação do Dr. Cícero Urban ( oncoplástico e um dos meus médicos que, coincidentemente, é médico da Liz e da Rô também).  

Ah, não tive dúvida... quando entrei no palco, quebrei o protocolo e fui dar um abraço nele! kkkkk

 

Na última quinta, fomos fazer a entrega dos alimentos arrecadados pelos Anjos sem Asas, além de alguns cobertores e material de higiene.

Gente, foi muito lindo. ​A casa é uma graça, pequena, mas enorme em sua missão e funciona lindamente. E as pessoas, adoráveis!

 

 

​Fomos recebidas pela Maria ( na foto, de óculos), voluntária e coordenadora da casa. Ah,  e por duas menininhas lindas e sorridentes, a Isa e a Laura, juntamente com as mães delas!

A Rô e a Liz não deram sossego pra meninas.

Tirei fotos pra comprovar! kkkkk

 

Dois anjinhos que enfrentam com alegria o tratamento que fazem e dizem que, quando crescerem, vão ser princesas. Mal sabem elas que já são duas princesinhas!

Uma lição pra gente, viu?! Na verdade, foi uma manhã de muita quimioterapia do amor!

Tô até hoje com o coração transbordando de uma emoção que só posso chamar de amor, do mais puro e motivador que possa existir.

 

Agora fotos do evento Anjos sem Asas - prevenção de janeiro a janeiro!

Começo com a foto da Rô Capri!

 

 Todas juntas e as misses que participaram!

Edson Eddel, patrocinador e diretor da peça

E mais algumas das participantes:

 

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