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Aceitar o que parece inaceitável

 

"Tentando aceitar o inaceitável".  Essa foi a resposta de uma mãe amorosa `a uma pergunta que fazemos várias vezes ao longo do nosso dia, `as pessoas com as quais cruzamos : "Como você está?".

 

Ana Cláudia, mulher forte, zelosa, amorosa, que não descansa um minuto diante da filha de 16 anos, em estado gravíssimo.

Uma frase que me fez calar. Uma frase que não me sai da cabeça, desde então.

 

Mais de um ano de luta.

Tratamento com medicação, radioterapia, cirurgias... ao longe desse tempo, doses extras  e diárias  de amor. Cada minuto,  sendo sorvido e apreciado com vagar. Cada abraço e cada beijo sendo impresso  na alma.

 

Mesmo `a distância, tenho acompanhado essas duas mulheres, mãe e filha, tenho aprendido com elas, todos os dias. Minha priminha, Yara e sua mãe, Ana Cláudia.

A história delas é tão intensa que, nem mesmo o tumor  que avança no cérebro da Yara, consegue diminuir o brilho que as duas irradiam. Yarinha, como disse nosso primo Michael, é  doce, meiga! mas que se revelou uma fortaleza em forma de menina.

Sorrindo, falando baixinho, quase sem reclamar, mesmo diante da perda da força nas pernas, mesmo com a paralisia que atingiu o lindo rostinho, mesmo com as dores  - de uma intensidade que a maioria das pessoas não resisitiria.

 

A história delas emociona médicos, amigos, familiares. E aqui, eu quero homenagear tantas famílias que vivem ou viveram a mesma realidade. 

 

Enquanto isso, nós - que temos muito a aprender nessa vida - nos lamentamos por coisas pequenas, como a perda de um objeto, por exemplo.

Fiz isso hoje!!!

Ralhei com meu filho por causa de um castiçal despedaçado.

Agora, refletindo, penso na perda de energia que foi, eu me aborrecer por tão pouco.

 

Tentando aceitar o inaceitável.

A frase  não me sai da cabeça!

Por isso, convido vocês  a pedirem que Deus cuide da minha priminha e da mãe dela. E de todas as mães, todos os pais e todos os filhos que precisam de amor e de conforto nesse momento.

Convido vocês a limparem seus corações da raiva, do egoísmo, da futilidade.

A refletir sobre a graça que está contida no perdão, sobre o amor, sobre a amizade e sobre valor de cada ser humano que cruza nosso caminho.

Refletir sobre que é e o que não é importante para tornar nossa existência mais leve, mais suave, mais brilhante. 

 

Brilha, Yara menina, brilha!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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