Corrigir o rumo evita caminhos desnecessários

Eu tô de voltaaa! tudo bem que andei sumidona, mas estou de volta!

=)

Bem, escolhi esse título porque assim como um diagnóstico de câncer pode mudar nosso rumo de uma hora pra outra (e até fazer algumas bússulas enlouquecerem, rsss), existem outros fatores que também nos levam às mudanças (já, já eu conto o mais recente deles, rsss). Mas é preciso ter consciência de onde queremos chegar.

foto recortada de uma selfie feita pelo Eduardo Scola, amigo querido!


Por exemplo, eu achava que depois do câncer viveria uma vida muito mais zen. Não que eu tenha retomado o antigo mau hábito de viver estressada. Mas, em alguns momentos, eu me pego fazendo uma respiração mais curta e mais rápida do que o ideal.

E sim, andei estressada em algumas ocasiões, especialmente neste último ano.

Afinal, foram duas cirurgias e por mais tranquila que eu seja em relação a isso, tem o período da recuperação, tem atrasos na agenda profissional e assim por diante.

Também acompanhei de perto algumas pessoas que amo ficarem com problemas sérios de saúde. Precisei de equilíbrio para, de algum modo, dar apoio e para administrar aqui dentro a possibilidade de vê-los partir. Graças a Deus, todas estão enfrentando bem suas batalhas.


Com o tempo e apesar de ter minha horta de temperos, em nome da praticidade, deixei de lado a minha determinação de usar frutas, verduras e legumes orgânicos... hábito que vou retomar! afinal, cada um de nós "bebe" 7 litros de agrotóxicos por ano no Brasil. É veneno, é cancerígeno...

Mas confesso que as cestasque eu encomendava acabavam estragando e eu nunca me organizei para ir à uma das feiras orgânicas aqui de Curitiba... mas tá aí algo que quero colocar na rotina!


Continuo firme no propósito de não tomar refrigerantes, nem chás adoçados ou sucos de caixinha (desde antes do diagnóstico de câncer). Também evito alimentos industrializados ao máximo, os fast foods não entram no meu cardápio nem por decreto, mesmo!!! e sigo firme na convicção de que saúde começa na escolha e no preparo dos nossos alimentos.

Tenho redescoberto o gosto por cozinhar ( não que eu seja muito boa nisso, mas voltei a curtir preparar as comidinhas aqui em casa). Adoro ir na minha horta e colher salsinha, cebolinha, tomilho, majericão, alecrim, sálvia... seja lá quais deles eu escolha.

Imaginem que plantei radite, daquele verdinho e comprido. O pé cresceu tanto que faz sombra pra minha pimentinha, por isso, ela anda meio tristonha! rsss.

Plantei novamente tomate cereja e estou na expectativa das primeiras flores. Alface e

couve cortei os pés antigos e preciso plantar novos.

Pra tudo isso uso um espaço bem pequeno, acreditem! E a tal hortinha me dá muitas alegrias, sentimentos que compartilho com a Sueli, minha diarista e amiga querida que tem o dedo verde ( como ela mesma diz).


Estou dividindo com vocês esses pormenores da minha existência pós-câncer ( ok faço controle direitinho, mas não penso na doença) porque vejo que mais importante aqui é estar consciente das boas mudanças, sem perder de vista os deslizes para os maus hábitos. Estando consciente, a gente pode corrigir o rumo!

Dr. Rodrigo Strobel pelas lentes do fotógrafo Jader Rocha


Desde que contei aqui sobre a cirurgia bariátrica, há cinco meses, emagreci 24 quilos. Mudança boa, viu?! Estou voltando a me ver como antes e já estou mais leve do que quando comecei o tratamento contra o câncer de mama em dezembro de 2015. Ainda não cheguei ao peso que estava depois do nascimento do meu segundo filho ( quando eu tinha 35 anos), mas tenho tempo pra isso!

O melhor é que hoje não sofro mais com refluxo, durmo bem, voltei à atividade física, minha disposição é outra, não acordo mais cansada, enfim... estou me sentindo mais jovem.

E o mais importante: mais magra, fazendo exercícios e cuidando da alimentação, o risco de recidiva do câncer diminui muito!


Só posso agradecer ao meu médico, Dr. Rodrigo Strobel, à nutricionaista, Elis Weirch, e ao psicólogo que me acompanhou, Nelson Von Lasperg. A orientação pré-operatória foi perfeita, a cirurgia foi um sucesso, a recuperação foi tranquila, a dieta do pós-operatório suportável!!!! (rssss) e hoje, estou trilhando um caminho novo rumo a um estilo de vida novo também. E o melhor, não sou mais a pessoa "açúcar dependente" como eu tinha me tornado. A cirurgia muda isso também! ( ah, o desafio é a mastigação...rsss eu não sei mastigaaaar!).


E como minha vida não costuma ser monótona... tem mais novidade! rssss

Estou casada de novo! kkkkkk E com o mesmo marido! rssss E qual é o nosso desafio senão evitar recair nos erros que nos separaram?


foto feita por mim, mesma, dos homens da minha vida!

Ou seja, para afastar o câncer é preciso cultivar e manter os bons hábitos. Para não voltar a engordar é preciso fazer o mesmo e para que o relacionamento não descambe, a coisa não é diferente!

Então, a sugestão pra mim mesma e pra quem possa de algum modo ser útil: fiquemos de olho em nossas atitudes para corrigir o rumo sempre que possível, evitando assim, tropeços e caminhos desnecessários!

Deixo vocês com parte de um texto, de um outro jornalista, que traduz - exatamente - como senti e sinto a vida depois do diagnóstico do câncer:


" (...) Aquele Gilberto Dimenstein de antes do câncer morreu.

Nasceu outro.

Câncer é algo que não desejo pra ninguém, mas desejo a todos a profundidade que você ganha ao se deparar com o limite da vida". (Folha UOL)


Gilberto Dimestein é jornalista, paciente de câncer de pâncreas, tem 63 anos, é escritor ( Meninas da Noite é fantástico, mas relata uma triste realidade brasileira), dedicou parte da carreira à divulgar iniciativas nas áreas social e da educação e é criador do portal Catraca Livre.












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